Meu Aqueronte

        pele seca esfrega pele molhada
        borra a sombra, na sombra
        a mão se afasta
        a lágrima cai
        cai

        cai



        cai

        cais
        do Aqueronte
        donde bebem meus lobos
        donde pingam as gotas vermelhas
        
        os dias para o apocalipse estão dados
        o inferno são os outros
        e a besta sou eu.
    
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